Lúpica é acusada de utilizar vaga para deficiente inapropriadamente nos EUA

Aqui no Brasil, pelo menos que eu saiba, não é permitido a utilização de vagas prioritárias para pacientes crônicos, tipo lúpus. O que não seria uma má ideia, tendo em vista que em dias de crise uma simples caminhada de uma vaga de estacionamento para o supermercado, shopping, hospital, ou qualquer outro local comercial, é uma verdadeira tortura. Nossas articulações doem, os músculos endurecem, é realmente muito difícil.

Em países como EUA e Inglaterra é possível ter uma permissão para se estacionar em vagas reservadas para deficientes, quando autorizadas pelo médico. O caso a seguir, ocorreu no início de abril, nos EUA, e essa história já foi compartilhada por mais de 200 mil vezes.

A história é sobre uma lúpica, Harley Jo, que estacionou em uma vaga para deficiente, mas com sua permissão bem visível. Quando voltou ao carro, havia um bilhete escrito por alguém que dizia: “Você deve se envergonhar!! Quando você pega uma vaga de deficiente uma pessoal realmente deficiente sofre! Você não nasceu como deveria ter nascido!”

Recado deixado no carro

Recado deixado no carro

A mãe, Corinna Skorpenske, resolveu então escrever uma carta aberta ao público, em sua conta do facebook, respondendo ao recado deixado, e defendendo sua filha. De acordo com Corina, sua primeira reação foi raiva. “Além de tudo que ela lida, ela não precisava disso. Harley é muito forte e muitas vezes ela deixa pra lá. Mas porque ela é humana, eu sei que ela sente alguma coisa.”

Harley Jo

Harley Jo

A seguir, está a tradução da mensagem da mãe da Harley, Corinna Skorpenske, você pode visualizar em inglês aqui.

“Para a pessoa que deixou este recado no carro da minha filha,

Desejando muito que você tenha parado e conversado com esta pessoa maravilhosa antes de deixar este recado. Se você tivesse parado, você saberia que minha filha tem uma doença.

Desde que ela tinha 16 anos ela vem sofrendo com Lúpus. Basicamente, seu sistema imunológico acredita que o seu corpo, dentro e fora, é algo ruim e o ataca.

Começou com suas articulações que inchavam e a dor era tão ruim que ela mal podia andar. Mas ela continuou indo à escola e atendendo aos seus serviços comunitários.

No seu segundo ano do ensino médio, sua doença decidiu que seguraria o ataque às articulações e adicionaria a perda de cabelo e um enorme rash malar facial. Mas ela continuou com a escola e foi à sua festa de graduação usando uma peruca.

Em seu último ano escolar, ela sofreu uma dor debilitante muscular a qual tornou difícil sair da cama. Mas ela continuou estudando, conseguiu algumas bolsas para a faculdade, se vestiu como animadora de torcida (o qual ela não mais conseguia fazer) para torcer por seus colegas de classe.

Em seu primeiro ano de universidade (na OSU – Ohio State Unirversity), ela começou um tipo de quimioterapia, além dos outros remédios, que a deixavam constantemente mal do estômago, fraca e com perda de peso. Ela então começou a trabalhar como voluntária em um acampamento para deficientes, para crianças com a mesma doença que ela.

No segundo ano de universidade, nós pensávamos que ela estava em remissão. Mas não era pra ser; ela desenvolveu perda auditiva porque seu sistema imunológico achou que aquilo ali também estava ruim. Então ela começou a ter aulas de sinais, libras, porque ela sabia como é não ouvir uma conversa e não queria deixar ninguém de fora.

O terceiro ano de universidade foi muito ruim. Seus pulmão colapsou três vezes. Ela morou em um hospital por um mês, com muitos tubos no peito. Ela então parou o semestre na faculdade. Mas ela disse “Eu voltarei” e ela voltou, mas não 100%.

Ela luta todos os dias com dano permanente em um lado do seu corpo e com perda auditiva, mas como ela continua vivendo!

Posso não ser uma mãe perfeita, mas sei que fiz bem com ela!

Muitas pessoas sofrem com estas doenças “FANTASMAS”, as quais você não pode ver mas que são tão ruins quanto uma deficiência física. Pessoas morrem com depressão, mas não conseguimos ver.

É o meu desejo encontrar você. Não para dizer o quão errada você estava em deixar este recado e como tornou o dia da minha filha ruim. Mas sim para lhe dar a oportunidade de conhecer minha garota. Eu acho que você a amaria.

Por favor, não julgue um livro por sua capa!

A todos, por favor, compartilhem isto para encontrar esta pessoa. Mas também para aumentar a conscientização a respeito de doenças FANTASMAS!”

Corrina Skorpenske

Corrina Skorpenske

Recado dado!

Bjos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s