Roupas com proteção solar

Neste natal eu ganhei um super presente do meu marido! Uma camisa com proteção solar! Já tinha visto em algumas lojas, mas para ser sincera, nunca acreditei muito no produto. Uma camisa que pode filtrar 98% dos raios solares? Jamais rs.. Mas para a minha surpresa e para acabar de vez com minhas dúvidas, a camisa realmente protege! É sensacional! Óbvio que não fiquei largada na areia, tomando sol! Mas curti uma praia como a muito não curtia! Tomei meu banho de mar, com a camisa, não fiquei ardida, nem vermelha! Claro que não deixei de colocar protetor solar e usei chapéu.

Bom, para saber um pouco mais, busquei uma matéria onde explica um pouco sobre este tecido maravilhoso!

Saiba como funcionam tecidos com proteção

ANDRÉ MONTEIRO
FERNANDA PEREIRA NEVES
da Folha Online

Com a medição dos raios UV (ultravioleta) atingindo níveis extremos em várias capitais do país nesta terça-feira (23), a Folha Online consultou especialistas sobre as roupas com proteção UV, cujos fabricantes prometem proteção eficaz contra a radiação.

De acordo com a dermatologista Selma Cernea, coordenadora da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, essas roupas são feitas com tecidos especiais que realmente protegem a pele da radiação. “Esses tecidos têm na sua tecelagem o acréscimo de produtos fotoprotetores, e, até onde nós conhecemos, são realmente eficientes”, disse.

Segundo a indústria, existem basicamente dois tipos de tecidos que oferecem a proteção UV. Um deles possui a proteção em sua própria estrutura, por ser feito com fios especiais à base de dióxido de titânio. O outro tipo é um tecido comum, que recebe um aditivo que funciona como absorvedor de raios UV. Em alguns casos, a proteção do segundo tipo pode durar um número determinado de lavagens.

O fator de proteção é determinado pelo FPU (Fator de Proteção Ultravioleta), classificação certificada pela Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa). A Austrália é pioneira nas roupas com proteção UV devido a alta incidência de radiação em seu território e a pele clara da população.

Patrícia Gomes, dermatologista do Centro Médico Figueiredo, recomenda as roupas UV para crianças de até seis meses –que devem evitar filtro solar devido ao risco de alergia–, idosos e pessoas que fazem exercícios ao ar livre regularmente.

Selma Cernea estende a recomendação para todas as pessoas que têm doenças de pele desencadeadas pelo sol e para os trabalhadores que exercem atividades externas. “O custo, infelizmente, impede a utilização mais ampla deste tecido, então acabamos orientando mais as pessoas que têm alguma situação que realmente não podem se expor ao sol. Mesmo para uma pessoa com pele saudável, é um benefício ter esta proteção, mas, do ponto de vista da praticidade e possibilidade, ainda é restrito, pelo custo mais elevado”, afirma.

De acordo com a dermatologista, nenhum produto, sozinho, é uma “barreira total” contra a radiação. O uso de roupas UV, portanto, deve acompanhar outros cuidados, como uso de filtro solar, chapéu e óculos escuros –principalmente quem tem olhos claros. Outra medida indicada nos dias de maior incidência de raios UV é o uso da boa e velha sombrinha, principalmente quem carrega crianças de colo.

Cores

Para os que não podem contar com as roupas com tecnologia de proteção, a médica da Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda deixar o conforto de lado e usar tecidos sintéticos de cores escuras.

“As roupas claras e de algodão permitem uma sensação mais agradável, mas do ponto de vista da proteção são importantes três questões: a cor, sendo as escuras melhores, por serem uma barreira solar; o fato de estar seco ou úmido, já que, sempre, o tecido seco protege mais; e a trama, quanto mais fechada, melhor, como a dos tecidos sintéticos –náilon, poliéster etc.”

Lojas

No Brasil, já existem empresas especializadas nas roupas com proteção UV. Uma delas é a UV Line, que afirma ser a primeira a oferecer produtos com a tecnologia na América Latina. Sua linha inclui peças para homens, mulheres e crianças, como camisetas, calças, chapéus e luvas. Segundo a empresa, todas as peças contam com certificado FPU 50+ da Arpansa. Os preços podem variar entre R$ 30 (boné) e R$ 168 (casaco feminino).

Outra empresa que atua na área é a Ballyhoo, que tem linha mais voltada aos esportes praticados ao ar livre, como pesca, trekking e atividades náuticas. Uma de seus produtos exclusivos é uma camiseta de algodão extrafino, com tratamento que permite FPU 30 e repelente de insetos por até 50 lavagens. Custa R$ 56.

Segundo João Callas, diretor da empresa, ainda falta no Brasil uma regulação quanto ao fator de proteção dos tecidos. Ele alerta que esse vácuo faz com que algumas empresas divulguem roupas com fatores de proteção não certificados, o que pode trazer risco ao consumidor.

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