Bursite

Bursite – Bolsa de Mulher

O presidente Lula tem, e muitos outros homens e mulheres também podem ter. A bursite é um problema que costuma aparecer nos ombros de quem sobrecarrega as articulações, mas ela tem cura e, melhor, pode até ser prevenida.

por Redação

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Quem não se lembra de Lula, no dia de sua posse, levando as mãos várias vezes ao ombro direito, com uma expressão de desconforto? Pois bem, o mal que atinge o nosso presidente nada mais é do que uma velha conhecida de muita gente, a bursite. E quem acha que este problema de saúde está apenas relacionado aos homens mais velhos, engana-se. “Não existe uma faixa determinada para o aparecimento da bursite. Ela pode ocorrer tanto em jovens quanto em idosos. E também não há predileção por sexo, atingindo homens e mulheres”, avisa o Dr. Edgar Américo Nasser, ortopedista do Hospital Santa Paula, em São Paulo.

A bursite é uma inflamação de um tecido denominado bursa, que recobre algumas superfícies ósseas. A mais atingida é, como no caso de Lula, a do ombro e o resultado, inevitável, é a dor. Em geral, a doença é provocada por uma sobrecarga ou por esforços excessivos e repetidos da articulação. É por isso que está muito relacionada com condições específicas de trabalho ou atividades físicas que exijam movimentos articulares constantes, como é o caso, por exemplo, da natação.

A advogada e tenista nas horas vagas Andréa Santos, de 35 anos, foi surpreendida pela bursite há dois anos. Cinco vezes por semana, pelas manhãs, ela se dirigia ao clube para jogar e acabou sentindo a pressão de tanto esforço. “No início, era uma dor muito chata no ombro. Eu trabalhava mal-humorada e sentia dificuldades para usar o computador. Mas depois que fiz um tratamento com medicamentos e fisioterapia, melhorei bastante. E tive que diminuir a carga horária das minhas partidas de tênis para duas vezes por semana, e nas outras três vezes pratico musculação”, conta Andréa.

As medidas de Andréa foram perfeitas para tratar a bursite e prevenir novas inflamações. Isso porque, segundo o Dr. Nasser, o tratamento da doença pode ser feito com fisioterapia, uso de antiinflamatórios e reforço da musculatura. “Pode-se partir, também, para tratamentos alternativos, como a acupuntura ou a aplicação de laser”, completa o especialista. Porém, se todas estas atitudes terapêuticas falharem, é necessário realizar uma cirurgia.

O acupunturista Miguel Mussi assegura que o tratamento com as agulhas realmente traz bons resultados. “A acupuntura vê a bursite como excesso de vento, frio e umidade nos canais atingidos. Esses fatores patogênicos obstruem a circulação de energia e sangue nos canais, causando desequilíbrio local e dor”, explica. O tratamento visa desobstruir esse fluxo, relaxando os músculos e liberando o fluxo de energia nos canais.

O especialista explica ainda que a acupuntura atua promovendo no organismo, pela visão ocidental, a liberação de endorfinas, hormônio que causa bem-estar físico, e de hormônios com atividade antiinflamatória. Em alguns casos, somente o tratamento com as agulhas funciona no combate à bursite. “Já na primeira sessão pode ocorrer o alívio da dor, mas podem ser necessárias várias consultas para o início da melhora. Tudo vai depender do tempo da doença, da gravidade e do estado geral do paciente. Casos graves devem ser tratados inicialmente com duas sessões por semana, e são necessárias pelo menos dez para se avaliar a resposta”, comenta o Dr. Miguel Mussi. É por isso que, na opinião do acupunturista, o ideal é que seja feito um acompanhamento multidisciplinar, juntamente com o ortopedista e o fisioterapeuta.

Mas, como em toda e qualquer doença, prevenir é melhor do remediar. E isso também é possível com a bursite. De acordo com o Dr. Edgar Nasser, para evitar o seu aparecimento, deve-se evitar sobrecargas nas articulações e realizar um reforço muscular. “É necessário adotar qualquer atividade física que condicione a musculatura. Isso pode ser alcançado pela prática de esportes, pela ginástica, pela musculação, pela corrida e até mesmo em caminhadas”, aconselha o ortopedista. Foi exatamente o que fez a advogada Andréa Santos, para evitar novas inflamações e retomar à prática (menos excessiva!) do tênis. “Quando passei a fazer musculação, senti que houve uma melhora da musculatura de meu ombro e, desde então, nunca mais sofri com a bursite!”, assegura.

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